Com curvas de juros ampliadas no exterior e aqui e Ibovespa com queda de 3,4% no ano até agora, o clima de mau humor segue na Faria Lima. As más notícias, no entanto, podem significar oportunidade para papéis da B3 (B3SA3), de acordo com o Itaú BBA. O banco elevou a recomendação para o nome de neutro para Outperform (performance superior, similar à compra), com preço alvo de R$ 15,00. A top pick do banco, no entanto, segue sendo o BTG Pactual (BPAC11).
“Estamos retratando esta melhoria mais como uma chamada de negociação sobre avaliação, com um toque de esperança de que os lucros (e revisões) já tenham passado pelo pior”, afirma a análise.
As ações da companhia chegaram a alta de 1%, mas desaceleram os ganhos e sobem, por volta das 10h55, 0,42%, cotadas a R$ 12,02. No ano, o papel perde mais de 16%, embora apresente alta de 14,32% nos últimos 12 meses.
Em relatório recente, o BBA destacou que o momento pessimista se apresenta justamente como ponto de entrada nesse caso. Por isso, a elevação de recomendação baseia-se na assimetria recente da avaliação dos papéis da B3. As indicações sobre o primeiro trimestre de 2024 também apontam tendência positiva em relação ao último período de 2023, graças a melhores margens.
Ações da B3 (B3SA3) elevadas
O BBA estima que o valor justo para o papel é R$ 15,00 por ação, o que significaria um aumento de 25% a 18 vezes o preço sobre lucro (P/E, na sigla em inglês) para o fim de 2024 e 16 vezes o P/E para fim de 2025. Hoje, a operadora da bolsa brasileira negocia a 13 vezes o P/E futuro, o que torna-se 30% abaixo da média histórica. Nesses termos, a companhia negocia com desconto de 40% em relação aos pares globais, muito próximo do desconto máximo histórico de 44%.
As tendências comerciais fracas e ambiente de taxas locais e globais mais elevadas tornam o panorama mais pressionado para nomes do segmento.